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Amor antigo…

20 jan

Já que hoje é dia do Fusca, tenho uma história recente pra contar pra vocês. Espero que o Luciano Huck esteja lendo e dê uma forcinha, um empurrãozinho…É sempre bom sonhar, ter esperança ué. Quem sabe ele não entra nessa história e realiza o sonho do marido =). Até coloquei no site do Caldeirão, só falta o vídeo que estou terminando, rs.

Já comentei que temos um fusca né?  Ele é o amor do Alex, ele sente mais ciúmes do fusca do que de mim…pois bem.

Janeirão, mês do aperto, resolvemos ir fundo para vendê-lo…digo ir fundo, porque o fusca estava com a placa de vende-se à um tempão. Mas marido sempre desistia ou a gente dava um jeito para não precisar do dinheiro da venda. Na verdade ele nunca quis vender, mas em Janeiro eu o convenci a vendermos de vez, já que o fusqueta está parado, com o documento atrasado, precisando de alguns ajustes, tipo pneu, porta e tal e nós não teremos condições de arrumá-lo agora. Além disso, janeirão várias despesas e precisaríamos do dinheiro de qualquer forma.

Meio contra, ele aceitou. Mostrei o carro a alguns compradores, mas a venda nunca virava. Toda vez que saíamos com o carro para mostrá-lo, ele teimava em não ligar, ou o marido arrumava alguma desculpa para re-marcarmos, ou então o comprador não aparecia no local combinado. Parecia praga…

Eu que não sou boba nem nada, joguei a culpa no marido e reclamei que ele estava gorando a venda do carro, já que ele sempre foi contra. Pra se livrar da acusação, ele cadastrou o fusca no mercado livre. Tudo bem, perdoado!

Choveu de compradores…gente querendo trocar por moto, gente querendo trocar por carro mais velho, gente querendo trocar por vídeo game e outros produtos, gente querendo pagar o valor com material de construção! Sim, juro que é verdade, rs….nessa brincadeira de tantos compradores conhecemos o Washington e a Aline. Como nós éramos as negociadoras, nos tornamos super amigas. Eles foram em casa, viram o carro, e ele adorou. (o carro era pra ele)

Pensaram, conversaram e disseram que ia ficar. Negociamos valores, transferência…tudo nos conformes. Todo mundo feliz, menos o marido…mas tudo bem, afinal a causa era nobre e as dívidas precisariam ser pagas urgentemente.

Combinamos de ir levar o carro em um sábado de manhã, marido já disse que não iria junto. Reclamei, falei que era ceninha, mas tudo bem, meu pai me acompanharia…afinal eu não poderia ir sozinha. Ia deixar o carro, como é que eu voltaria depois?

Chegou o dia e quando me dirigi a garagem vi uma cena que jamais vou esquecer. Tentem imaginar:

– A capa do fusca estava jogada ao vento. Marido dentro do carro, sentado no banco da frente olhando tudo, o teto, os bancos, o painel, o assoalho…tudo! Dava pra ver que ele estava longe, triste, recolhido em seus pensamentos.

Me aproximei e perguntei:

– O que foi amor?
– Estou me despedindo! Ele disse num tom…calmo, mas triste, como se o fusca tivesse morrido e ele não teria feito nada pra ajudar.

Nossa, me senti muito mal. Eu sabia que ele gostava do fusca, mas não imaginava que seria tanto. Fiquei triste, arrependida, me deu vontade de não levar o carro e presentear o marido com o fusca dele. Mas eu não poderia fazer isso, já tinha combinado, não sou do tipo que “arrega”. Cumpro meus compromissos e se eu disse que venderia, teria que vender!

Chegamos no meu pai e o Alex estava abatido, não conversava, não puxava assunto…contei pro meu pai e ele o aconselhou, dizendo para não se apegar aos bens materiais, que carros vem e vão, e que a gente tem que pedir a Deus que ele acompanhe o novo comprador. Que depois poderíamos comprar outro, melhor, mais bonito, mais novo e tal….falou pro Alex ir comigo, para dirigir pela última vez.

A casa da Aline era longe da minha, eu fui no celta e ele no fusca…Acelerando, rasgando tudo, parecia que queria fundir o motor (pra não vender) de tanto que acelerava e corria….estava dando um “pau” em mim, de fusca!. Chegamos lá o Washington sentou no carro para levá-lo ao pintor. Marido quis ir junto.

Sabe quando você pega o brinquedo de uma criança e dá pra outra. E o verdadeiro dono fica olhando o outro brincar com o brinquedo dele?! A cena era essa.

Os dois saíram, eu e minha querida amiga Aline ficamos lá falando de “N” assuntos…eles voltaram e o Washington estava na dúvida, o pintor disse que o carro estava com massa na porta que ele teria que cobrar mais caro para deixar do jeito que ele queria….Pra resumir o papo, ele ficou de dar a resposta no outro dia.

Paramos no posto em silêncio, quando marido soltou:

– Falei que era melhor eu não ter vindo. Agora você vai dizer que eu gorei de novo. Não respondi, porque fomos sinceros com o Washington, nós sabíamos que ele iria gastar e o avisamos que nós já havíamos gastado mais de 3 mil só em reforma, fora o valor pago na compra…

Marido voltou na “tranquilidade” dirigindo seu fuscão curtindo a brisa do verão. Fiz uma ultrapassagem e ele tava lá, felizão me deu até uma risadinha…E eu? eu fiquei pensando, avaliando as possibilidades da atitude que eu ia tomar em breve. Sou bem assim, pé no chão, realista, coloco tudo na balança antes de decidir o que pretendo fazer…dificilmente ajo na loucura!

Chegamos em casa e eu o avisei:

– Agora quem não quer vender o fusca sou eu, vamos pegar um empréstimo e resolver o problema. Coloca este fusca na garagem!
– Porque?! Ele respondeu assustado, ou desacreditado do que eu havia acabado de dizer.
– Porque não gostei de ver você tristão por causa deste carro. Amanhã vou falar pra eles decidirem de vez, porque quero mais vender.

Batata! O Washington tinha desistido da compra e marido estava radiante. Mamis emprestou a verda, o problema estava resolvido e eu tinha um marido radiante em casa. Tem coisa melhor?!

E o fusca? O fusca tá lá, paradinho, com a capa protetora, do jeitinho que meu marido gosta. Com esse rolo todo tivemos várias coisas boas:

– Conheci duas pessoas super legais, serão amigos eternos.
– O Washington queria comprar o carro e pintar de preto. Gostamos da ideia e o faremos assim que der, mas será preto fosco.
– Hoje soube que o Washington conseguiu comprar um fusca super em conta e “inteirão” por dentro e por fora. Tá todo feliz já que pagou super barato pelo estado de conservação do carro, eu vi as fotos, está bom mesmo!

Dia 30/01 vamos com nossos novos amigos no encontro de carros antigos no Galleria Shopping, mas cada um com seu fusca 😉

Agora pra fechar essa história de final feliz, faça uma boa ação. Copie a frase abaixo e cole no seu Twitter…quem sabe o Luciano não leia o texto e ajude o Marido a realizar seu sonho:

@huckluciano Lê essa história e leva o Marido pro Lata Velha http://bit.ly/LataVelha

Beijos e obrigada de coração * Van *


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