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Adoção – parte 2

4 out

Bom galera, já que o post de Adoção teve tanta repercussão e essa era a intenção, resolvi fazer este explicando um pouco mais o PQ de eu ter feito aquele post e minha opinião sobre algumas coisas no processo de adoção.

Eu quero sim adotar, não sou rica e nem tenho uma vida financeira completamente estável, e é apenas por isso que ainda não iniciei o processo de adoção. Tenho 24 anos, o marido tem 30. É claro que eu quero gerar um filho, fruto da nossa relação e do nosso amor, mas quero também dar oportunidade a uma criança de ter um lar e ser amada por uma mãe e pai de coração.

Eu e o marido somos brancos, e nunca tivemos nenhum tipo de preconceito racial. No Brasil, infelizmente este índice ainda é grande, e é por isso que queremos um filho ou filha negra. Queremos também uma criança que não seja bebe, ainda não conversamos sobre a idade, mas acredito que ela possa ter até uns 10. Queremos mudar a vida daquela que justamente ninguém quer, pq é negra e porque já está “grande”.

Eu sei e já ouvi muitas histórias negativas relacionadas a adoção (Viu Karina =]), sei que muitas crianças não se adaptam e precisam ser “devolvidas” para um novo processo de adoção. Sou contra essa “devolução”, antes da criança vir morar conosco, quero adaptá-la a nossa vida, aos nossos costumes e nosso jeito…talvez visitando-a frequentemente, ou se possível, dormir aos finais de semana conosco, mas também não sei se isso é possível. Alguém sabe?

Tenho um primo que atualmente está trabalhando em uma casa de passagem, é nesta casa que as crianças ficam até serem devolvidas para suas famílias ou encaminhadas à adoção. Ele me disse que a maioria das crianças passam por traumas sérios, como estupro, rejeição, violência e por estes motivos, muitas vezes não se adaptam ao novo lar, mesmo tendo amor e carinho dos seus pais adotivos. Ele me orientou a gerar meu filho e não adotar, ou pensar bem sobre as consequências que isso pode ter em nossa vida, já que essas crianças são um tanto “revoltadas” com o mundo.

Acredito sim que existem crianças assim, mas também acredito que existam crianças que buscam por algo melhor, que querem esquecer o passado e programar o futuro, e é essa criança que queremos como filho(a).

Vamos as respostas dos comentários no post anterior:

Fairy: Desculpa a sinceridade, mas ele passando o que passou, deveria ser o 1 a querer adotar. Sei lá, tentar mudar o sofrimento de muitos que como ele passam ou irão passar pela mesma situação…mas também, é a opinião dele, e quem sou eu para julgar, nem imagino o que deve ter passado na mão dessa tia =/. Sobre a sua sogra, muito linda essa insistência e amor que ela dá para seu marido, se ela esperou 8 anos, com quantos anos conseguiu a guarda definitiva? É mais curiosidade mesmo, rs.

Fabi: Putz, imaginava a burocracia e não o golpe baixo. Este pais é uma vergonha mesmo, eles exigem tanto…por isso que a fila só aumenta e as crianças não são adotadas. Entram com 5 anos e saem de lá com 10 – 12, idade que “ninguém mais quer”.  Sobre o comentário que você acha que é com vc o problema, é foda….mas se eles têm essa preocupação se a futura mãe adotiva é nova ou não, eu e o marido não vamos adotar nunca, pq eu tenho 24, mas com cara de 19…hehe. Pelo menos é o que o povo diz…

Gabi: Que mãe desnaturada hein, por isso que o Brasil não vai pra frente…ainda bem que seu irmão e sua família assumiram os cuidados das meninas né?! Parabéns pela atitude viu =)

Gabi ou Bruna do Estilos Conectados: Tenho a mesma opinião que a sua, ter um filho, seja ele de qualquer forma é uma responsabilidade enorme. É preciso pensar muito e ponderar todos os prós e contras antes de tomar qualquer atitude =)

Bjos à todas e obrigada pelos comentários =)


OBS: Fiquei sumida, tive que viajar com urgência…depois conto à vocês o ocorrido.

 

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Adoção

30 set

Poucas pessoas sabem, mas eu e o marido pretendemos adotar uma criança…Não vai ser agora, mas está sim em nossos planos. Algumas pessoas têm opiniões contrárias e outras até um certo “preconceito”, mas nós queremos mudar a vida de uma criança, e se podemos, porque não?

Admiro o casal Jolie e Pitt, se todas as pessoas que têm condições financeiras para adotar, fizessem isso, o mundo poderia ser bem melhor. Pois EU acredito que muita criança que está no caminho errado, teve uma má educação…ou às vezes nem teve. Ouço e leio várias histórias e reportagens, a maioria delas são maltratadas pelos pais, exploradas e consequentemente nunca se viram amadas por ninguém. Isso trás uma revolta em qualquer um, não trás? E se fosse você um “rejeitado”? Já parou para pensar a sua reação? Se não, então pense.

Li este texto no blog Gestante. Este Blog é na verdade da empresa Mother To Be, uma cliente aqui da Lógica Digital, onde eu trabalho.

“Muitas vezes o sonho do filho biológico pode se tornar um pesadelo e a adoção passa a ser a luz no fim do túnel para muitos casais e crianças que se encontram em abrigos brasileiros. Estima-se que hoje no Brasil, cerca de 80 mil crianças aguardam por uma família adotiva.

Diante da carência que muitas crianças passam casais bem intencionados se lançam de cabeça a jornada de adotar uma criança, mas antes que o tão esperado bebê venha fazer parte da família, é importante saber que o processo de adoção no Brasil é bastante rigoroso e muitas vezes pode se tornar demorado mesmo após as reformulações da lei que ocorreram em agosto deste ano. (infelizmente né?!)

O primeiro passo é entrar em contato com o Juizado da Infância e da Juventude de sua cidade para que possa ser feita uma entrevista com técnicos que irão validar seu pedido de inscrição para o processo de adoção. Serão feitas visitas domiciliares para verificar o ambiente onde a criança adotada passará a viver.

Após o processo de entrevistas e avaliações, um juiz irá deliberar e finalmente declarar se o adotante está apto para entrar no cadastro nacional, onde encontram-se informações tanto daqueles que pretender adotar como das crianças e adolescentes que estão disponíveis para adoção.

É fundamental ter em mente que após cumprido todos os requisitos legais, o casal ou adotante entrará em uma lista de espera, o que pode ou não ser demorado em função dos critérios por eles escolhidos para a adoção de uma criança. Se a opção do casal  ou adotante for adotar um bebê do sexo feminino, cor branca e com idade inferior a 1 ano, o tempo de espera pode girar em torno de 3 anos, dependendo da região em que se esteja domicilado. (não é o nosso caso, queremos justamente o oposto =])

Atentos a esse tempo de espera durante o qual a criança cresce institucionalizada, os próprios juízes, por meio da Associação dos Magistrados Brasileiros, resolveram lançar a campanha Mude um Destino, para incentivar as pessoas a receberem crianças que vivem em abrigos, seja para adoção, seja para um convívio de transição, junto a uma “família guardiã”, e para que todo o processo possa ser compreendido, os juízes lançaram o Manual de Adoção, documento disponível para download que esclarece uma série de questão polêmicas e nebulosas que muitas vezes desencorajam casais a adotarem.

Acreditamos que a maior fonte de incentivo para a adoção seja ouvir o relato de casais que já passaram por essa experiência, por isso, gostaríamos que você deixasse seu comentário de como tem sido seu processo de adoção e para aqueles que já tiveram a alegria de levar de receber uma nova criança em casa, como tem sido a adaptação da nova família.”

Fonte: http://gestante.wordpress.com/2009/10/05/quando-o-caminho-e-a-adocao/


 

E vocês o que acham do assunto? Relatos? Opiniões?


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